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ESPÍRITO DE PERCHTA VON ROSEMBERG

A Dama Branca, é uma assombração de um antigo castelo da Boémia (República Checa, perto da Alemanha) que pertenceu ao clã dos Rosenberg-Neahaus. De tempos em tempos, ela aparece em outros castelos de famílias amigas, como os Bradenburg, mas também já foi vista em Berlim.

 

Muito alta, veste-se de branco e usa um véu de viúva adornado com fitas através do qual pode-se distinguir uma luz ténue. Ela desliza através dos corredores e aposentos daqueles castelos e lugares onde morreram membros da sua família. Dizem que é o espírito de Perchta Von Rosenberg, nascida em data incerta, entre 1420 e 1430. Foi casada com John Von Lichtensteis, barão rico e libertino.

 

A Dama Branca teve, assim, uma vida infeliz, procurando apoio nos familiares. Morreu em profundo desgosto, sucumbindo às indescritíveis afrontas que teve de suportar. Em Dezembro de 1628, em uma das suas aparições, em Berlim, ouviram-na exclamar: "Veni, judica vivos et mortus: judicium mihi adhus superest!" ─ Venham! Julguem os vivos e os mortos; o meu destino ainda não está decidido! (RADCLIFF, 1854).

 

 

 

A DAMA MARROM

 

A Dama Marrom, The Brown Lady é, além de famosa, o fantasma cuja foto é a mais divulgada na história da fotografia de almas do outro mundo. Ninguém conhece sua identidade; sabe-se, apenas, que está relacionada com a Raynham Hall (Inglaterra). A sua primeira aparição data de 1835. Foi vista duas vezes por um cavalheiro que visitava a casa, Coronel Loftus cujo o relato descreve-a usando um vestido de cetim marrom tendo somente cavidades negras no lugar dos olhos. Em outra ocasião, apareceu para o Capitão Frederick Marryat que, intencionalmente, resolveu dormir no "quarto assombrado" mas encontrou o fantasma no alto da escada onde, percebeu uma fraca luminosidade.

 

A sua descrição, semelhante à de Loftus, acrescenta que na ocasião a Dama tinha na mão uma lanterna (antigo lampião). Marryat, que tinha uma pistola na mão, disparou na direcção da figura mas as balas atravessaram o seu diáfano "corpo".

Em 1926, dois meninos também viram a Dama. Em 1932, a célebre fotografia foi obtida por Indre Shira e pelo Capitão Provand que trabalhavam numa reportagem sobre o assunto para a revista Country Life.

 

 

 

A MULHER DE LUTO

 

A Mulher de Luto (Klage-weib): é um tipo de fantasma internacional no que se refere à sua conduta. A expressão Klage-weib é alemã, significa "Mulher que se lamenta" e refere-se a uma mulher grande; uma aparição alemã. Quando se aproxima uma tempestade e a lua brilha debilmente, a sua sombra gigantesca pode ser vista em roupas esvoaçantes e funéreas, os olhos cavernosos e o olhar congelante. Ela estende o  seu longo braço e chora sobre as casas marcadas pela morte que se aproxima.

 

Mas a "Mulher de Luto" também existe em South Gloucestershire, Inglaterra, assombrando o cemitério de Charfield. Na versão inglesa, ela cobre o rosto com as mãos, demonstrando a sua tristeza. Teria sido a mãe de duas crianças mortas num acidente de comboio ocorrido em 1929 que fez mais oito vítimas cujos os restos mortais não permitiram obter uma identificação e, por isso, foram enterradas numa vala comum.

Em Tyrol (região entre a Itália e a Áustria), também existe uma mulher de branco cujo o vulto pode ser visto nas janelas das casas prenunciando que, ali, alguém vai morrer.

 

 

                   

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